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Rádio Companhia

Companhia das Letras

O podcast que respeita a sua inteligência – e alimenta o seu amor pelos livros. Quinzenalmente, às quartas-feiras, autores, editores e convidados especiais trazem histórias e conversas sobre lançamentos, bastidores e grandes temas da literatura. Um espaço para quem quer estar mais perto do universo dos livros da Companhia e fazer parte de uma comunidade de leitores apaixonados.

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Como construir um país a partir da literatura, com Mia Couto e Ondjaki

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Episódios

Como construir um país a partir da literatura, com Mia Couto e Ondjaki 04 Nov 2026

Angola e Moçambique são países independentes há apenas 51 anos. Os dois foram vítimas de séculos de colonização portuguesa e de toda violência que a acompanhou. Depois de processos de independência tardios, Angola e Moçambique viveram guerras civis desoladoras. Após séculos de domínio estrangeiro e décadas de violência, crise humanitária e instabilidade, a construção nacional passa por um caminho inevitável: a literatura. Os livros ajudam a repensar o país, a recuperar a memória, a elaborar a identidade de um povo e a imaginar o futuro. Neste episódio, Stéphanie Roque conversa com dois escritores que fazem esse trabalho: Mia Couto e Ondjaki. O moçambicano Mia Couto é autor de mais de 30 livros, como os romances “Terra sonâmbula” e “O mapeador de ausências". Mia escreve prosa e poesia, e já recebeu uma série de prêmios, como o Camões, o mais prestigioso da língua portuguesa. O angolano Ondjaki escreve prosa e poesia. Ele é autor de livros como “Bom dia, camaradas” e “Os transparentes", e foi traduzido para várias línguas. O seu trabalho é amplamente laureado, com prêmios como José Saramago e Jabuti Juvenil. Confira as obras e os autores citados: A autobiografia da minha mãe – Jamaica Kincaid A cor da tua sombra – Eduardo Quive A geração da utopia – Pepetela António Agostinho Neto Áurea – Henrique Rodrigues Bom dia, camaradas – Ondjaki Cada homem é uma raça – Mia Couto Carlos Drummond de Andrade Chico Buarque Eugène Ionesco Gabriel García Márquez Gaiolas de concreto armado – Paula Novais João Cabral de Melo Neto João Guimarães Rosa José Craveirinha José Luandino Vieira Nós matamos o Cão Tinhoso! – Luís Bernardo Honwana Manoel de Barros Manuel Bandeira Mestre Tamoda e outros contos – Uanhenga Xitu Nelson Mandela Noémia de Souza O bebedor de vinho de palma – Amos Tutuola O mapeador de ausências – Mia Couto Os transparentes – Ondjaki Quem me dera ser onda – Manuel Rui Terra sonâmbula – Mia Couto Rui Knopfli Rui Nogar Walt Whitman

Na companhia de Cristhiano Aguiar 28 Oct 2026

“A Quimera”, lançamento da Alfaguara, é o primeiro romance de Cristhiano Aguiar. Ele é escritor, crítico literário e professor, além de autor do livro de contos “Gótico nordestino”, também publicado pelo selo da Companhia das Letras. Na sua nova obra, Cristhiano conta a história de uma catástrofe biológica que transforma parte da Paraíba em um território composto por fungos com formas humanas, animais mutantes, casebres abandonados e carcaças. Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta mais sobre a história e compartilha seu processo de escrita. Ele também participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela sobre sua personalidade a partir de suas referências literárias. Confira as obras e os autores mencionados neste episódio: A Quimera – Cristhiano Aguiar Álvares de Azevedo Caetano W. Galindo Clarice Lispector Edgar Allan Poe Gótico nordestino – Cristhiano Aguiar Hilda Hilst João Guimarães Rosa Machado de Assis Odisseia – Homero Philip K. Dick Sátántangó – László Krasznahorkai Se um viajante numa noite de inverno – Italo Calvino Tanto oceano, tanta solidão – Cristhiano Aguiar Ulysses – James Joyce Ursula K. Le Guin

Do Harlem ao Brasil: caminhos da literatura negra 21 Oct 2026

Nos anos 1920, em Nova York, o bairro do Harlem viveu uma efervescência, diante de um cenário nacional de grandes transformações. Milhões de pessoas negras deixaram o Sul do país em direção às cidades do Norte, fugindo da segregação racial em busca de trabalho e novas oportunidades. Nesse momento, escritores negros e escritoras negras passam a reivindicar o direito de contar as próprias histórias. Esse momento ficou conhecido como “Harlem Renaissance” ou “Renascimento do Harlem”, em português – um movimento que transformou a literatura e a cultura dos Estados Unidos. Neste episódio da Rádio Companhia, Stéphanie Roque recebe a editora Fernanda Silva e Sousa, responsável pela Coleção Harlem Renaissance, lançamento da Clássicos Zahar. Ela também entrevista Mário Medeiros, professor da Unicamp e pesquisador da literatura negra e do pensamento social brasileiro. Neste episódio, eles olham para o que os autores do Harlem Renaissance têm a dizer para os leitores de hoje, no Brasil, e falam sobre os escritores e as obras que pavimentaram a literatura negra brasileira. Confira as obras e os autores citados: A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr As almas do povo negro – W. E. B. Du Bois As irmãs Nardal – Léa Mormin-Chauvac Abdias Nascimento Aimé Césaire Amada – Toni Morrison Autobiografia de um ex-negro – James Weldon Johnson Augusto Boal Cadernos negros Carl van Vechten Carolina Maria de Jesus Charles Johnson Coisa de gente branca – Langston Hughes Conceição Evaristo Cuti De passagem – Nella Larsen Duke Ellington Estrela do novo rumo: literatura negra e os sentidos da modernidade periférica – Mário Augusto Medeiros da Silva Franz Boas Frederick Douglass Geraldo Campos de Oliveira Harriet Ann Jacobs Hugo Ferreira James Weldon Johnson Léon-Gontran Damas Léopold Sédar Senghor Lima Barreto Machado de Assis Mario Jorge Lescano Memórias de um gigolô – Marcos Rey Negro preto cor da noite – Lino Guedes O Atlântico negro – Paul Gilroy O canto do cisne negro – Lino Guedes Oswaldo de Camargo Psicose: um estudo lacaniano – Neusa Santos Souza Richard Wright Spike Lee The crazy kill – Chester Himes The new negro – Alain Locke There is confusion – Jessie Redmon Fauset Tornar-se negro – Neusa Santos Souza Urucungo – Lino Guedes Zora Neale Hurston

Na companhia de Bernardo Carvalho 14 Oct 2026

“Xilocosmos”, lançamento da Companhia das Letras, é o novo livro do escritor Bernardo Carvalho. A obra tem como ponto de partida um acontecimento traumático do passado que é trazido à tona – e se desdobra em uma investigação obsessiva não só sobre o que aconteceu, mas sobre o que compõe a memória. Bernardo também é autor de outros vários romances, como o premiado “Nove noites”. Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre o seus processos de escrita, diferentes para cada livro. Ele também participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela sobre sua personalidade a partir de suas referências literárias. Confira as obras e os autores mencionados neste episódio: Aberração – Bernardo Carvalho Alberto Manguel Dom Quixote – Miguel de Cervantes Paradiso – José Lezama Lima Nove noites – Bernardo Carvalho Sim, eu digo sim: uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce – Caetano W. Galindo Simpatia pelo demônio – Bernardo Carvalho O filho da mãe – Bernardo Carvalho O outro lado – Alfred Kubin O mundo alucinante – Reinaldo Arenas O último gozo do mundo – Bernardo Carvalho Os detetives selvagens – Roberto Bolaño Os substitutos – Bernardo Carvalho Oswaldo Goeldi Ulysses – James Joyce Xilocosmos – Bernardo Carvalho

A escrita de histórias de horror, com Ana Paula Maia e Raphael Montes 07 Oct 2026

Ana Paula Maia e Raphael Montes são referências na escrita de histórias de horror e suspense – e são autores de livros impossíveis de parar de ler. Os dois acabam de lançar novas obras pela Companhia das Letras: “O tenebroso brilho do sol”, de Ana Paula Maia, e “A estranha na cama”, de Raphael Montes. Ana Paula também é autora de “Assim na terra como embaixo da terra”, finalista do Booker Prize 2026, e “Enterre seus mortos”, que compõe a Trilogia do Fim, junto com “De cada quinhentos uma alma” e “Búfalos selvagens”. Como roteirista, escreveu a série “Desalma". Raphael é autor de livros como “Dias perfeitos”, “Suicidas”, “Jantar secreto”, “Uma mulher no escuro” e “Uma família feliz”. Ele também é criador, produtor executivo e roteirista-chefe da série “Bom dia, Verônica” e da novela “Beleza fatal”. Neste episódio, eles conversam com Stéphanie Roque sobre a escrita de histórias de horror e o interesse do público pelo gênero, e analisam alguns dos subgêneros do terror, como folk horror e thriller erótico. Confira as obras e os autores citados: A estranha na cama – Raphael Montes A garota no trem – Paula Hawkins A guerra dos bastardos – Ana Paula Maia A nova Califórnia – Lima Barreto A verdade sobre o caso Harry Quebert – Joël Dicker Aos pés da letra – Gregorio Duvivier Agatha Christie Assim na terra como embaixo da terra – Ana Paula Maia Búfalos selvagens – Ana Paula Maia Carla Madeira Carvão animal – Ana Paula Maia Cornell Woolrich De cada quinhentos uma alma – Ana Paula Maia De gados e homens – Ana Paula Maia Dias perfeitos – Raphael Montes Ed McBain Edgar Allan Poe Elmore Leonard Enterre seus mortos – Ana Paula Maia Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos – Ana Paula Maia Ernest Hemingway Fiódor Dostoiévski Folk Horror: Hours Dreadful and Things Strange – Adam Scovell Gone girl – Gillian Flynn H. P. Lovecraft Ioga – Emmanuel Carrère Itamar Vieira Junior Jantar secreto – Raphael Montes Luiz Alfredo Garcia-Roza Machado de Assis O adversário – Emmanuel Carrère O bebê de Rosemary – Ira Levin O tenebroso brilho do sol – Ana Paula Maia O vilarejo – Raphael Montes Patricia Highsmith Perplexing plots – David Bordwell Poesia completa – Cacaso Rubem Fonseca Sergio Y. vai à América – Alexandre Vidal Porto Só depois entenderei – Alexandre Vidal Porto Socorro Acioli Stephen King Suicidas – Raphael Montes Tênebra – org. Júlio França e Oscar Nestarez Um animal selvagem – Joël Dicker Um romance russo – Emmanuel Carrère Uma família feliz – Raphael Montes Uma mulher no escuro – Raphael Montes

Na companhia de Reginaldo Prandi 30 Sep 2026

O escritor, sociólogo e professor emérito da USP Reginaldo Prandi completou 80 anos em 2026. Autor de vários livros publicados pela Companhia das Letras, como “Mitologia dos orixás”, “Orixás”, “Aimó” e “Morte nos búzios”, ele é reconhecido pela escrita sobre mitologias afro-brasileira e indígena, em gêneros como ficção e literatura infantojuvenil. Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre o seu livro mais recente, “Orixás", lançado no ano passado, e sobre os processos por trás de sua extensa obra. Por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade a partir de suas preferências literárias. Confira as obras e os autores mencionados neste episódio: Agatha Christie Aimó – Reginaldo Prandi Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores – Reginaldo Prandi Crime no Copan – Victor Bonini Jo Nesbø José de Alencar Luiz Schwarcz Machado de Assis Mitologia dos orixás – Reginaldo Prandi Morte nos búzios – Reginaldo Prandi O Evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago Orixás – Reginaldo Prandi Paulo Coelho Temporada de Caça – Andrea Camilleri

Os impasses da política, com André Singer e Ronilso Pacheco 23 Sep 2026

Momentos de crise pedem boas leituras. Frente a uma eleição apertada no Brasil e notícias que mostram democracias em xeque pelo mundo, um respiro pode ser encontrado nos livros. Obras que não se intimidam com a profundidade dos problemas, colocam os acontecimentos em perspectiva e pensam caminhos possíveis. Neste episódio, a Rádio Companhia recebe dois escritores que fazem esse trabalho com excelência: o cientista político André Singer e o teólogo Ronilso Pacheco. Eles analisam o cenário eleitoral, em especial o que está em jogo para os eleitores evangélicos e a classe média, e discutem as pautas que poderiam se contrapor à polarização atual. André Singer é autor de livros como “Os sentidos do lulismo” e “O lulismo em crise”. Agora, lança pela Companhia das Letras “Impasse”, que olha para o Brasil da última década – anos em que a democracia foi colocada à prova no país. Ronilso Pacheco é autor de livros como “Ocupar, resistir, subverter” e "Teologia negra”, publicado pela Zahar. Ele também é coautor de “Diálogos em tempos difíceis". Confira as obras e os autores citados: Antes que apague – Natalia Timerman Apagando a História – Jason Stanley Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez Contos finais escolhidos – Franz Kafka Diálogos em tempos difíceis – Michel Gherman e Ronilso Pacheco Impasse – André Singer Miguel Ángel Asturias O lulismo em crise – André Singer O mercador de Veneza – William Shakespeare Os sentidos do lulismo – André Singer Ocupar, resistir, subverter – Ronilso Pacheco Questão de raça – Cornel West Teologia negra – Ronilso Pacheco

Na companhia de Luiz Ruffato 16 Sep 2026

“Armadilhas”, lançamento da Companhia das Letras, é o novo livro de Luiz Ruffato, escritor premiado nacional e internacionalmente, e publicado em 15 países. Em “Armadilhas”, ele reúne 18 contos sobre vidas comuns, atravessadas por perdas, desejo, amor e violência. Luiz também é autor de vários romances, como “Inferno Provisório”, “De mim já nem se lembra” e “Eles eram muitos cavalos”, que completa 25 anos em 2026. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre suas motivações para escrever, seu alter ego e seus rituais para trabalhar. Por fim, ele também participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade a partir de suas preferências literárias. Confira as obras e os autores mencionados neste episódio: A cartuxa de Parma – Stendhal A família Golovliov – Saltykov-Shchedrin Acender uma fogueira – Jack London Armadilhas – Luiz Ruffato Coleção História da vida privada De mim já nem se lembra – Luiz Ruffato Eles eram muitos cavalos – Luiz Ruffato Inferno provisório – Luiz Ruffato O leopardo – Giuseppe Tomasi di Lampedusa O vermelho e o negro – Stendhal

A febre Emmanuel Carrère 09 Sep 2026

Emmanuel Carrère é o assunto do momento. Quem lê um livro, quer ler outro e mais outro. O escritor francês parte de histórias surpreendentes para tentar entender o mundo e a si mesmo. Ele se coloca diante das ambiguidades entre bem e mal, da dor dos outros, das mazelas e do inimaginável. E não passa ileso: expõe segredos de família, a própria fragilidade, momentos de desequilíbrio e lutos. Carrère é autor dos sucessos “Ioga” e “O Adversário”, além de “Outras vidas que não a minha”, “Um romance russo”, “Limonov”, “V13” e o lançamento “Colcoz”, todos publicados pela Alfaguara. Neste episódio, Stéphanie Roque conversa com Mariana Delfini, editora, pesquisadora, crítica literária e tradutora do Carrère, e com Marcelo Ferroni, editor dos livros dele na Alfaguara e também escritor, autor de livros como “A febre” e coautor de “Corpos secos". Em setembro, Carrère estará no Brasil. Ele vai participar de três encontros gratuitos em São Paulo e no Rio de Janeiro promovidos pela Companhia das Letras, em comemoração aos 40 anos da editora. Você pode ouvir mais informações neste episódio. Confira as obras e os autores citados: A febre – Marcelo Ferroni Annie Ernaux Colcoz – Emmanuel Carrère Corpos secos – Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado Ensino à distância – Ana Guadalupe Estela sem Deus – Jeferson Tenório Felizes os felizes – Yasmina Reza Fils – Serge Doubrovsky Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa Gregorio Duvivier Ioga – Emmanuel Carrère Limonov – Emmanuel Carrère Meus amigos – Hisham Matar O adversário – Emmanuel Carrère O bigode / A colônia de férias – Emmanuel Carrère O dono e o mal – Bruno Ribeiro O que podemos saber – Ian McEwan O reino – Emmanuel Carrère Outras vidas que não a minha – Emmanuel Carrère Péter Esterházy Philippe Lejeune Todo o caminho até o rio – Elizabeth Gilbert Um romance russo – Emmanuel Carrère V13 – Emmanuel Carrère

Na companhia de Thallys Braga 02 Sep 2026

“Filho”, lançamento da Companhia das Letras, é o primeiro livro do escritor e jornalista Thallys Braga. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre o processo de escrita do livro. No ensaio autobiográfico, Thallys narra a busca pelo direito de existir sem medo – e fala sobre o preço de partir. Por fim, ele também participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade a partir de suas preferências literárias. Confira as obras e os autores mencionados neste episódio: Anatomia de um julgamento: Ifigênia em Forest Hills – Janet Malcolm As Meninas – Lygia Fagundes Telles Camila Sosa Villada Filho – Thallys Braga Marguerite Duras Mudar: método – Édouard Louis O avesso da pele – Jeferson Tenório O quarto de Giovanni – James Baldwin Uma mulher – Annie Ernaux

Como atravessar Grande sertão: veredas 26 Aug 2026

“Grande sertão: veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa, completa 70 anos em 2026. E, até hoje, desperta todo tipo de sentimento nos leitores: medo pela fama de difícil, confusão pelo ineditismo da linguagem, mas, por fim, o encantamento pelo seu brilhantismo. Quem decide encarar o sertão do autor que revolucionou a literatura brasileira faz uma travessia transformadora. Por isso, a Rádio Companhia estende a mão para quem quer ler (ou reler) esse livro, que faz reflexões profundas sobre o Brasil e a humanidade. Neste episódio, a apresentadora Stéphanie Roque recebe Yudith Rosenbaum, professora de literatura brasileira na USP, e o escritor Jeferson Tenório, autor de “O avesso da pele”, “Estela sem Deus” e “De onde eles vêm”. Ao longo da conversa, há também inserções de trechos do audiobook, narrado por Caio Blat e com entradas de viola de Ivan Vilela. E tem mais. A Rádio Companhia vai promover uma leitura coletiva de “Grande sertão: veredas”. Em quatro encontros online gratuitos, trechos específicos do livro serão discutidos. As conversas serão conduzidas por Stéphanie e acontecerão às quintas-feiras, às 19h30. A leitura deve ser feita previamente, de acordo com o cronograma abaixo. A paginação indicada considera apenas as edições publicadas pela Companhia das Letras. #1 - 10/9: Discussão do trecho até "Ou conto mal? Reconto." Edições trade ou especial: pp. 13 a 50; edição de bolso: pp. 13 a 60. #2 - 24/9: Discussão do trecho até "Conto. Reinaldo — ele se chamava." Edições trade ou especial: pp. 50 a 105; edição de bolso: pp. 60 a 128. #3 - 29/10. Discussão do trecho até "Aonde iam ter sortimento de veneno, para águas correntes corromper?". Edições trade ou especial: pp. 105 a 252; edição de bolso: pp. 128 a 310. #4 - 26/11. Discussão do último trecho do romance. Edições trade ou especial: pp. 252 a 437; edição bolso: pp. 310 a 536. Atualização: as vagas já foram todas preenchidas. Caso deseje participar, entre em nossa lista de espera: https://ciadasletras.typeform.com/esperaradiogsvEm dezembro, haverá um encontro especial, aberto a quem não participou da leitura coletiva. Mais informações em breve. Confira as obras e os autores citados neste episódio: Ana Martins Marques Antes que apague – Natalia Timerman Amara Moira Até a próxima sessão – Leda Almeida Guerra Caetano Galindo Campo geral – João Guimarães Rosa Clarice Lispector Corpo de baile – João Guimarães Rosa De onde eles vêm – Jeferson Tenório Diga-me a que horas o comboio partiu – James Baldwin Érico Melo Estela sem Deus – Jeferson Tenório Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa Grande sertão: veredas e a psicanálise (ensaio) – Adélia Bezerra de Menezes Gustavo de Castro Iracema – José de Alencar JGR: metafísica do grande sertão – Francis Utéza José Lins do Rego Mia Couto Milton Hatoum Morte em pleno verão – Yukio Mishima O avesso da pele – Jeferson Tenório O gaúcho – José de Alencar O Guarani – José de Alencar O mundo misturado: romance e experiência em Guimarães Rosa (ensaio) – Davi Arrigucci Júnior O perigo de estar lúcida – Rosa Montero Pra que mentir? – Gonçalo Junior Primeiras estórias – João Guimarães Rosa Roberto Schwarz S. Bernardo – Graciliano Ramos Sagarana – João Guimarães Rosa Vidas secas – Graciliano Ramos Walter Benjamin

Na companhia de Calila das Mercês 19 Aug 2026

“Nódoa” é o primeiro romance de Calila das Mercês. A escritora, poeta, jornalista e pesquisadora também é autora de outros dois livros: “Notas de um interior circundante e outros afetos” e “Planta oração”. O romance, lançamento da Companhia das Letras, conta histórias de mulheres em movimento – mas que se mantêm entrelaçadas de várias formas, ao longo de gerações. Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Calila conta sobre o processo de escrita do livro – que aconteceu em movimento, em meios de transporte e até à beira de um rio. Por fim, ela participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam suas preferências literárias. Confira os livros e as obras mencionados neste episódio: A queda do céu – Davi Kopenawa e Bruce Albert A vegetariana – Han Kang As mulheres de Tijucopapo – Marilene Felinto Becos da memória – Conceição Evaristo Campo geral – João Guimarães Rosa Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa Lima Barreto No meio do caminho: deslizantes águas (poema) – Conceição Evaristo Nódoa – Calila das Mercês Notas de um interior circundante e outros afetos – Calila das Mercês Número 18 (poema) – Calila das Mercês Octavia Butler Planta oração – Calila das Mercês São Paulo (poema) – Bruna Beber Sula – Toni Morrison

Amor e literatura, com Andréa del Fuego e Alexandre Vidal Porto 12 Aug 2026

Os escritores Andréa del Fuego e Alexandre Vidal Porto são grandes amigos – e vivem esse amor com conversas diárias, mesmo morando em países diferentes. Esse sentimento transborda para o trabalho deles: os dois compartilham um amor profundo pela literatura, e também escrevem sobre vários tipos de amor. Alexandre Vidal Porto é autor de “Só depois entenderei”, lançamento da Companhia das Letras, que fala sobre um amor impossível. Ele também escreveu os romances “Sodomita”, “Cloro", “Sergio Y. vai à América” e “Matias na cidade". Andréa del Fuego escreveu “A pediatra”, que olha para as fronteiras entre amor e obsessão. Ela também é autora dos romances “As miniaturas” e “Os Malaquias", além dos livros de contos “Minto enquanto posso”, “Nego tudo” e “Engano seu”. Os dois são os convidados deste episódio da Rádio Companhia, que promove um encontro entre amigos para falar sobre o amor, com Stéphanie Roque. Confira as obras e os autores citados no episódio: A hora da estrela – Clarice Lispector A pediatra – Andréa del Fuego As Miniaturas – Andréa del Fuego Água viva – Clarice Lispector Aramão – Eucanaã Ferraz Atravessando a balsa do Brooklyn – Walt Whitman Cândido, ou o Otimismo – Voltaire Caderno proibido – Alba de Céspedes Cloro – Alexandre Vidal Porto Coleção Encanto Radical Correspondência de Abelardo e Heloísa – Paul Zumthor Dom Casmurro – Machado de Assis Engano seu – Andréa del Fuego Fernando Pessoa Franz Kafka Lavoura arcaica – Raduan Nassar Matias na cidade – Alexandre Vidal Porto Minto enquanto posso – Andréa del Fuego Nego tudo – Andréa del Fuego O Evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago O simbolismo do corpo humano – Annick de Souzenelle O som e a fúria – William Faulkner Os imortais – Paulliny Tort Os Malaquias – Andréa del Fuego

Na companhia de Jeovanna Vieira 05 Aug 2026

“Toda caixa-preta é laranja” é o segundo romance de Jeovanna Vieira. Ela também é autora de “Virgínia mordida", lançado em 2024 pela Companhia das Letras. Em seu novo livro, ela fala sobre o vínculo entre pai e filha, além dos traumas que ultrapassam gerações e das maneiras de lidar com eles. Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Jeovanna conta sobre as várias fases que marcaram o processo de escrita de “Toda caixa-preta é laranja”, que durou quase seis anos. Por fim, a escritora participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam suas preferências literárias. Confira os livros mencionados neste episódio: A invenção da solidão – Paul Auster Angústia – Graciliano Ramos Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa Manual da faxineira – Lucia Berlin O pai da menina morta – Tiago Ferro Os tais caquinhos – Natércia Pontes Toda caixa-preta é laranja – Jeovanna Vieira Vidas secas – Graciliano Ramos Virgínia mordida – Jeovanna Vieira

Luiz Schwarcz e Paulo Henriques Britto: em companhia há 40 anos, ao vivo na Flip 29 Jul 2026

Em 2026, a Companhia das Letras faz 40 anos. E, para marcar essa data, Stéphanie Roque conversa com Luiz Schwarcz e Paulo Henriques Britto, em episódio gravado ao vivo na Casa da Companhia – diretamente da Festa Literária de Paraty, a Flip. Luiz é escritor, editor e fundador da Companhia das Letras. Paulo é escritor, poeta, tradutor, professor e um imortal da Academia Brasileira de Letras. O encontro entre os dois remete ao início da editora: Paulo traduziu um dos primeiros livros publicados, “Rumo à estação Finlândia", de Edmund Wilson, que se tornou um best-seller. Na conversa, eles contam histórias inéditas das últimas quatro décadas. Refletem sobre o mercado, os leitores e escritores do presente. E projetam o futuro dos livros no Brasil. Confira os livros e autores mencionados neste episódio: 26 poetas hoje – Heloisa Teixeira Alice Sant’Anna Antonio Candido As entrevistas da Paris Review - vol. 1 (tradução: Sérgio Alcides e Christian Schwartz) As entrevistas da Paris Review - vol. 2 (tradução: George Schlesinger) Bestiário – Julio Cortázar (tradução: Heloisa Jahn) Chacal Coleção Cantadas Literárias Coleção Encanto Radical Coleção Primeiros Passos Coleção Tudo é História Dentes brancos – Zadie Smith (tradução: José Antonio Arantes) Embora – Paulo Henriques Britto Fim de verão – Paulo Henriques Britto Formas do nada – Paulo Henriques Britto História da vida privada - vol. 1 (org.: Philippe Ariès e George Duby; tradução: Hildegard Feist) História da vida privada - vol. 2 (org.: Philippe Ariès e George Duby; tradução: Maria Lucia Machado) História da vida privada - vol. 3 (org.: Philippe Ariès e George Duby; tradução: Hildegard Feist) História da vida privada - vol. 4 (org.: Philippe Ariès, George Duby; tradução: Bernardo Joffily e Denise Bottmann) História da vida privada - vol. 5 (org.: Philippe Ariès e George Duby; tradução: Denise Bottmann e Dorothée de Bruchard) História da vida privada no Brasil - vol. 1 (org.: Fernando A. Novais e Laura de Mello e Souza) História da vida privada no Brasil - vol. 2 (org.: Fernando A. Novais e Luiz Felipe de Alencastro) História da vida privada no Brasil - vol. 3 (org.: Fernando A. Novais e Nicolau Sevcenko) História da vida privada no Brasil - vol. 4 (org.: Fernando A. Novais e Lilia Moritz Schwarcz) Jean Delumeau História de uma vida – Aharon Appelfeld (tradução: Paulo Geiger) Morangos mofados – Caio Fernando Abreu Nenhum mistério – Paulo Henriques Britto O aniversário – Andrea Bajani (tradução: Iara Machado Pinheiro) O anticrítico – Augusto de Campos O arco-íris da gravidade – Thomas Pynchon (tradução: Paulo Henriques Britto) O castiçal florentino – Paulo Henriques Britto O imperador do sorvete e outros poemas – Wallace Stevens (tradução: Paulo Henriques Britto) O primeiro leitor – Luiz Schwarcz Orides Fontela Paulo Leminski Persuasão – Jane Austen (tradução: Paulo Henriques Britto) Poemas – W. H. Auden (tradução: José Paulo Paes) Ruído branco – Don DeLillo (tradução: Paulo Henriques Britto) Rumo à estação Finlândia – Edmund Wilson (tradução: Paulo Henriques Britto) Severo Sarduy Thom Gunn: A Cool Queer Life – Michael Nott Todos os contos – Julio Cortázar (tradução: Heloisa Jahn e Josely Vianna Baptista)

Na companhia de Waldomiro J. Silva Filho 22 Jul 2026

“Um homem bom” é o novo romance de Waldomiro J. Silva Filho, escritor, filósofo e professor da Universidade Federal da Bahia. Ele tem uma extensa produção acadêmica e também é autor de “Os dias”, seu romance de estreia. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele. Waldomiro conta sobre o processo de escrita de “Um homem bom”, seu primeiro romance pela Companhia das Letras, que conta a história de um sobrevivente da ditadura militar brasileira. Por fim, ele participa de um jogo de perguntas e respostas que revela sua personalidade e suas preferências literárias. Confira os livros e autores mencionados neste episódio: A. P. Tchekhov É isto um homem? – Primo Levi Elegias de Duíno – Rainer Maria Rilke História de uma vida – Aharon Appelfeld José Saramago O desaparecimento dos rituais – Byung-Chul Han O operário em construção – Vinícius de Moraes O palácio da memória de Matteo Ricci – Jonathan D. Spence Os anéis de Saturno – W. G. Sebald Os dias – Waldomiro J. Silva Filho Patti Smith Rumo à estação Finlândia – Edmund Wilson Sándor Márai Tabacaria – Fernando Pessoa Tudo que é sólido desmancha no ar – Marshall Berman Um homem bom – Waldomiro J. Silva Filho Vidas secas – Graciliano Ramos

Traduzindo clássicos: Bíblia, Odisseia e Horácio 15 Jul 2026

Obras como a Bíblia e a Odisseia, de Homero, são incontornáveis na tradição literária ocidental. Neste episódio, a Rádio Companhia recebe o tradutor dessas obras do grego antigo para o português: Frederico Lourenço, professor da Universidade de Coimbra, em Portugal, e romancista, autor de Pode um desejo imenso. Lourenço também é o tradutor de Poesia completa, de Horácio, lançamento da Companhia das Letras em edição bilíngue latim-português. Em 2016, Lourenço recebeu o prêmio Pessoa pela distinção de seu trabalho – e, a partir desse ofício extenso e minucioso, ele aproximou os cânones dos falantes da língua portuguesa. A apresentação do podcast é de Stéphanie Roque. Confira os livros e autores citados no episódio: Arte poética – Horácio Bíblia, vol. I (Novo testamento: Os quatro Evangelhos), tradução de Frederico Lourenço Bíblia - volume II (Novo testamento: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse), tradução de Frederico Lourenço Bíblia - volume III (Antigo Testamento: Os livros proféticos), tradução de Frederico Lourenço Bíblia - volume IV (Antigo Testamento: Os livros sapienciais), tradução de Frederico Lourenço Bíblia - volume V (Antigo Testamento: Os livros históricos), tradução de Frederico Lourenço Bíblia - volume VI (Antigo Testamento: Pentateuco), tradução de Frederico Lourenço Bucólicas – Virgílio Eneida – Virgílio Evangelhos apócrifos: gregos e latinos, tradução de Frederico Lourenço Ilíada – Homero Geórgicas – Virgílio La prosa d'arte antica – Eduard Norden Novo testamento: Cartas de Paulo Novum testamentum graece (Nestle-Aland) Odisseia – Homero Os detetives selvagens – Roberto Bolaño Pode um desejo imenso – Frederico Lourenço Poesia completa – Horácio Septuaginta (mais antiga tradução para o grego da Bíblia hebraica) Vulgata (tradução da Bíblia para o latim)

Na companhia de Ana Guadalupe 08 Jul 2026

“Ensino à distância” é o livro de estreia da poeta e tradutora Ana Guadalupe na Companhia das Letras. Ela é autora dos elogiados “Relógio de pulso” e “Preocupações” e traduziu mais de quarenta livros. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela. Ana fala sobre sua nova obra, que investiga a relação entre o “eu” e o “outro" e reflete sobre a experiência de ser estrangeira em Buenos Aires, na Argentina, onde morou durante seu processo de escrita. Por fim, a escritora participa de um jogo de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias. Confira os livros e autores mencionados neste episódio: 26 poetas hoje – org. Heloisa Buarque de Hollanda Alice Sant'Anna Ana Martins Marques Angélica Freitas Bruna Beber Caixa 19 – Claire-Louise Bennett Ensino à distância – Ana Guadalupe Navalhanaliga – Alice Ruiz Paulo Leminski Preocupações – Ana Guadalupe Relógio de pulso – Ana Guadalupe

Escrever sobre a fragilidade, com Julián Fuks e Natalia Timerman 01 Jul 2026

É preciso coragem para encarar dilemas e dores familiares – e ainda mais para elaborar esses temas em livros. Neste episódio, Stéphanie Roque conversa com dois autores que escolheram a literatura como forma de entrar em contato com as fragilidades, as intimidades e os não ditos que estruturam uma família. Natalia Timerman é autora do romance “Antes que apague”, lançamento da Companhia das Letras que conta sobre uma relação entre mãe e filha diante do diagnóstico de Alzheimer da mãe. Julián Fuks escreveu o romance “A resistência", vencedor de prêmios como Jabuti e Saramago. Nele, o autor vai ao passado da própria família, exilada pela ditadura militar argentina. No seu livro seguinte, “A ocupação”, Julián elabora as várias formas de ocupação que podem ocorrer em uma família. Confira os livros e autores mencionados neste episódio: A ocupação – Julián Fuks A resistência – Julián Fuks As pequenas chances – Natalia Timerman As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg Anna Kariênina – Liev Tolstói Antes que apague – Natalia Timerman Anton Pavlovitch Tchekhov Capitães da areia – Jorge Amado David Copperfield – Charles Dickens Diários – Franz Kafka Escrita em movimento – Noemi Jaffe Eu escreve: dilemas das escritas de si – org. Gabriela Aguerre e Natalia Timerman Nossa vingança é o amor – Cristina Peri Rossi O avesso da vida – Philip Roth O coração do dano – María Negroni O curioso caso de Benjamin Button – F. Scott Fitzgerald W. G. Sebald

Na companhia de Michel Laub 24 Jun 2026

“Verão na névoa” é o primeiro livro de não ficção de Michel Laub, escritor veterano na Companhia das Letras. Ele é autor de nove romances pela editora – entre eles, o consagrado “Diário da queda". Agora, ele lança um misto de ensaio cultural e memória que aborda temas como desejo, morte e passagem do tempo. Neste episódio, Michel conta sobre o processo de escrita do livro, suas referências e as diferenças entre escrever ficção e não ficção. Além disso, ele fala sobre como se tornou um escritor e revela suas preferências literárias em um jogo rápido de perguntas e respostas. Confira os livros e autores mencionados neste episódio: Agatha Christie A montanha mágica – Thomas Mann Diário da queda – Michel Laub Fiódor Dostoiévski Guerra e paz – Liev Tolstói J. M. Coetzee Mestres Antigos – Thomas Bernhard O náufrago – Thomas Bernhard O nome da rosa – Umberto Eco O ouriço e a raposa – Isaiah Berlin Passeio com o gigante – Michel Laub Renato Russo Solução de dois Estados – Michel Laub Verão na névoa – Michel Laub W. G. Sebald

Intérpretes do Brasil, ao vivo com Cida Bento e Lilia Schwarcz 17 Jun 2026

O Brasil tem longa tradição de tentar se explicar e se entender. Na política, na economia, na cultura, ecoa a pergunta: quem somos nós? E quem está explicando o Brasil hoje? Os livros são um bom ponto de partida para responder essas perguntas. Neste episódio especial da Rádio Companhia, gravado ao vivo na Feira do Livro, Stéphanie Roque conversa com duas autoras que dedicaram boa parte da vida a pensar o país: a psicóloga, ativista e escritora Cida Bento e a historiadora, antropóloga e escritora Lilia Moritz Schwarcz. Elas contam sobre suas referências e refletem sobre os principais intérpretes do Brasil hoje. Confira os livros mencionados no episódio: Afeto e autoritarismo – org. Bader Sawaia, Renan Albuquerque e Flávia Busarello A integração do negro na sociedade de classes – Florestan Fernandes Amada – Toni Morrison Ao vencedor as batatas – Roberto Schwarz Aos pés da letra – Gregorio Duvivier A queda do céu – Davi Kopenawa e Bruce Albert Carta a minha filha – Maya Angelou História de uma vida – Aharon Appelfeld Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida O avesso da pele – Jeferson Tenório Onda negra, medo branco – Celia Maria Marinho de Azevedo O pacto da branquitude – Cida Bento Os crimes da paixão – Mariza Corrêa Quotidiano e poder – Maria Odila Leite da Silva Dias Raízes do Brasil – Sérgio Buarque de Holanda Sobre o autoritarismo brasileiro – Lilia Moritz Schwarcz Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

Na companhia de Victor Bonini 10 Jun 2026

“Crime no Copan” é a obra de estreia do escritor e jornalista Victor Bonini na Companhia das Letras. O romance policial parte de uma noite trágica, quando dois crimes acontecem em meio ao aniversário de 60 anos do edifício mais emblemático de São Paulo, e revela uma rede de segredos que atravessa gerações. Neste episódio, Victor conta sobre o processo de escrita do livro, além de refletir sobre como se tornou um escritor. Ele também revela suas principais referências literárias em um jogo rápido de perguntas e respostas. Confira os livros e autores mencionados neste episódio: Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski Crime no Copan – Victor Bonini E não sobrou nenhum – Agatha Christie Harry Potter – J.K. Rowling Manhunt – Gretchen Felker-Martin Mariana Enríquez O casamento – Victor Bonini Quando ela desaparecer – Victor Bonini Um crime adormecido – Agatha Christie

As invernagens de Amyr e Tamara Klink 03 Jun 2026

Entre duas gerações, dois polos, o inverno e o mar. Neste episódio, Stéphanie Roque entrevista pai e filha: os navegadores Amyr e Tamara Klink. Aos 29 anos, Amyr Klink fez a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. Um ano depois, publicou “Cem dias entre céu e mar” – best-seller que será reeditado em julho pela Companhia das Letras, com novo projeto gráfico. Mas a mais longa das viagens de Amyr Klink aconteceu em 1989, quando passou um inverno na Antártica, aprisionado no gelo. Na mesma viagem, ele decidiu também conhecer o Ártico – e, assim, escreveu o livro “Paratii entre dois pólos”. Foi justamente o Ártico que, décadas depois, recebeu sua filha. Entre 2023 e 2024, aos 27 anos, Tamara Klink tornou-se a primeira mulher a passar o inverno sozinha no Ártico – invernagem que ela descreveu no lançamento da Companhia das Letras, “Bom dia, inverno". Antes disso, aos 24 anos, ela já tinha se tornado a brasileira mais jovem a atravessar o Atlântico sozinha, travessia que deu origem ao livro “Nós”. Confira os livros e autores citados no episódio: A lua vem da Ásia – Campos de Carvalho Bom dia, inverno – Tamara Klink Cem dias entre céu e mar – Amyr Klink Coleção Mer et Aventure Desventuras em série – Lemony Snicket Dom Quixote – Miguel de Cervantes Férias na Antártica – Laura, Tamara e Marininha Klink Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa La longue route – Bernard Moitessier Linha d’água – Amyr Klink Nós – Tamara Klink Odisseia – Homero O mundo de Sofia – Jostein Gaarder Paratii entre dois polos – Amyr Klink Tamata et l’alliance – Bernard Moitessier Terrapreta – Rita Carelli The Strange Last Voyage of Donald Crowhurst – Nicholas Tomalin e Ron Hall Unverfügbarkeit – Hartmut Rosa

Na companhia de Bruno Ribeiro 27 May 2026

“O dono e o mal” é o primeiro romance do escritor, tradutor e roteirista Bruno Ribeiro publicado pelo Grupo Companhia das Letras. O lançamento da Alfaguara conta a saga de uma família negra que tenta sobreviver no Brasil da ditadura militar até a atualidade. É uma história multifacetada, que transita entre a realidade, o sobrenatural e o caos. Bruno também fala sobre o processo de elaboração e descoberta do livro, além da sua necessidade de ter uma “obsessão” pelo processo literário para viabilizar a escrita. Por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela suas principais referências literárias. Confira os livros e as obras mencionados neste episódio: A metamorfose – Franz Kafka A montanha mágica – Thomas Mann Amada – Toni Morrison Dom Casmurro – Machado de Assis Fiódor Dostoiévski (obra) Frankenstein – Mary Shelley Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa O dono e o mal – Bruno Ribeiro O elefante desaparece – Haruki Murakami O mestre e Margarida – Mikhail Bulgákov Samanta Schweblin (obra) Ulysses – James Joyce

Aos pés da letra com Gregorio Duvivier 20 May 2026

Gregorio Duvivier é fascinado pela língua portuguesa e tem olhado para ela de perto. No livro “Aos pés da letra”, lançado há pouco pela Companhia das Letras, o ator e escritor vai muito além do que está ao pé da letra. Em verbetes, ele revisita palavras do cotidiano de jeitos surpreendentes, com humor e leveza. Gregorio está em turnê com a peça “O céu da língua” e também é autor de livros como “Sonetos de amor e sacanagem”, “Put some farofa” e “Ligue os pontos”, publicados pela Companhia. Neste episódio da Rádio Companhia, ele demonstra o olhar cuidadoso que tem para a língua e discute sua importância para a construção da identidade nacional. A apresentação é de Stéphanie Roque. Confira as obras e os autores citados no episódio: Ai Se Sesse – Zé da Luz António Lobo Antunes Aos pés da letra – Gregorio Duvivier Apátridas – Alejandro Chacoff Escrever é humano – Sérgio Rodrigues Francisco Alvim Glauco Mattoso Ilíada – Homero João Cabral de Melo Neto José Saramago Latim em pó – Caetano Galindo Ligue os pontos – Gregorio Duvivier Miguel Esteves Cardoso Na ponta da língua – Caetano Galindo O idioma materno – Fabio Morábito Os Lusíadas – Luís de Camões Paulo Henriques Britto Pensar com as mãos – Marília Garcia Poeta chileno – Alejandro Zambra PT, uma história – Celso Rocha de Barros Put some farofa – Gregorio Duvivier Ricardo Araújo Pereira Romeu e Julieta – William Shakespeare Sacred Emily – Gertrude Stein Sócrates Sonetos de amor e sacanagem – Gregorio Duvivier Sophia de Mello Breyner Andresen Te dou minha palavra – Noemi Jaffe Tem um cabelo na minha terra! – Gary Larson Uma palavra – Chacal

Na companhia de Janaina Abílio 13 May 2026

“É quase como voltar para casa”, um livro avassalador sobre o peso das ausências, é o primeiro romance da escritora Janaina Abílio publicado pela Companhia das Letras. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela. Janaina conta sobre seu processo de escrita – que é “ancorado” em seu corpo, considerado por ela “um canal para o texto acontecer". Ela também reflete sobre os motivos que a levam à escrita e responde a perguntas rápidas que revelam sobre sua personalidade a partir de referências literárias. Confira os livros mencionados neste episódio: Amada – Toni Morrison É quase como voltar para casa – Janaina Abílio Mamãe & eu & mamãe – Maya Angelou O caderno rosa de Lori Lamby – Hilda Hilst

Família em perspectiva, com Eliana Alves Cruz e Juliana Leite 06 May 2026

O que se herda e o que se transforma quando o assunto é família? Essa pergunta é o ponto de partida deste episódio da Rádio Companhia. O podcast recebe duas romancistas contemporâneas, que escrevem sobre as relações entre família, memória e pertencimento. Eliana Alves Cruz é autora de “Meridiana” – livro sobre uma família negra que ascende socialmente e descobre que subir também pode significar se adaptar, se enquadrar e negociar quem se é. Juliana Leite é autora de “Humanos exemplares” – obra que conta a história de uma mulher centenária que vive sozinha. É um romance sobre gerações familiares, deslocamentos, envelhecimento e, sobretudo, amor. A apresentação é de Stéphanie Roque. Confira os livros mencionados neste episódio: Amigo e amiga: curso de silêncio de 2004 – Maria Gabriela Llansol Coisa de gente branca – Langston Hughes Espírito da intimidade – Sobonfu Somé Humanos exemplares – Juliana Leite Identidade – Nella Larsen Iniciantes – Raymond Carver Irmãs do Atlântico – Ynaê Lopes dos Santos Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade – Conceição Evaristo Meridiana – Eliana Alves Cruz Minha história – Michelle Obama Por que amamos – Renato Noguera Recitatif – Toni Morrison Solitária – Eliana Alves Cruz Sustentar a nota – David Remnick

Na companhia de Fabiane Guimarães 29 Apr 2026

“A linguagem dos desastres”, lançado em abril pela Alfaguara, é o terceiro romance de Fabiane Guimarães publicado pelo grupo Companhia das Letras. A autora de “Apague a luz se for chorar” e “Como se fosse um monstro” conta, agora, a história de Catarina – que, em meio ao colapso ambiental, a laços familiares frágeis e a uma amizade perigosa, tenta decifrar as ruínas e encontrar sentido usando o tarô como uma forma de linguagem. Neste episódio mais curto do podcast, Fabiane conta sobre o processo de escrita do romance e participa de um jogo rápido de perguntas e respostas sobre suas referências literárias. Confira os livros e as obras mencionados neste episódio: Adriana Lisboa (obra) Alice Munro (obra) Alice Ruiz (poema) Ana Maria Gonçalves (obra) Apague a luz se for chorar – Fabiane Guimarães Como se fosse um monstro – Fabiane Guimarães Esaú e Jacó – Machado de Assis Harry Potter – J.K. Rowling Isabel Allende (obra) Jennifer Egan (obra) A linguagem dos desastres – Fabiane Guimarães Machado de Assis (obra) Memorial de Aires – Machado de Assis Orgulho e preconceito – Jane Austen Sally Rooney (obra) Viva o povo brasileiro – João Ubaldo Ribeiro

Por trás da escrita, com Marília Garcia e Roberto Taddei 22 Apr 2026

Como um leitor torna-se escritor? Ler é o começo de tudo, mas escrever nos coloca em outra posição. Para o tradutor, jornalista e escritor Roberto Taddei, “se narramos e escrevemos pouco, não vivemos à altura das nossas experiências”. Já a poeta e tradutora Marília Garcia fala que “escrever é olhar com as mãos” – um processo de criação que pode misturar sentidos e se inspirar em outras formas de arte. Neste episódio, Stéphanie Roque recebe os dois escritores – que também são professores – para uma conversa sobre esse ofício. Marília é autora do recente “Pensar com as mãos”, livro de ensaios sobre a escrita poética. Roberto é autor de “Ser Escritor”, lançado em abril pela Companhia das Letras. Confira os livros e obras citados no episódio: A geração que esbanjou seus poetas – Roman Jakobson A história do amor – Nicole Krauss A música do mundo – Tarso de Melo A praia dos tasabis [diários da paternidade, 2018 - 2021] – Aníbal Cristobo A segunda morte – Roberto Taddei Câmera lenta – Marília Garcia Coworking e outros poemas – Heitor Ferraz Mello Expedição: nebulosa – Marília Garcia László Krasznahorkai (obra) Léxico familiar – Natalia Ginzburg Pensar com as mãos – Marília Garcia Ser escritor – Roberto Taddei Um Exu em Nova York – Cidinha da Silva

Na companhia de Natércia Pontes 15 Apr 2026

“Vida doçura” é o novo romance de Natércia Pontes, lançado em março pela Companhia das Letras. Autora de outros dois livros publicados pela editora, “Os tais caquinhos” e “Copacabana dreams”, ela agora escreve uma história de suspense em torno de duas personagens antagônicas, que se cruzam em uma trama comovente e tragicômica sobre luto, infância, memória e solidão. Natércia também conta sobre o processo rápido e doloroso de escrita de “Vida doçura", que envolveu a elaboração do luto de sua mãe após mais de três décadas. Além disso, ela fala sobre referências literárias marcantes da sua trajetória a partir de um jogo rápido de perguntas e respostas. Confira os livros e obras mencionados neste episódio: A empregada – Freida McFadden Arquivo das crianças perdidas – Valeria Luiselli Beginning middle end – Valeria Luiselli Copacabana dreams – Natércia Pontes Ilhas suspensas – Fabiane Secches Meu ano de descanso e relaxamento – Ottessa Moshfegh Noite devorada – Mar Becker Oblómov – Ivan Gontcharóv Oração para desaparecer – Socorro Acioli Os tais caquinhos – Natércia Pontes Toda caixa preta é laranja – Jeovanna Vieira Vida doçura – Natércia Pontes

Dostoiévski: da fama de difícil à viralização 08 Apr 2026

Em 2025, a edição da Penguin do livro “Noites brancas", escrito por Fiódor Dostoiévski em 1848, teve um aumento de vendas de 168% em relação ao ano anterior – um efeito da viralização da obra no TikTok. Na rede social, a fama de difícil do escritor russo não impediu que jovens fizessem resenhas, performances e leituras dramáticas da obra. Dostoiévski, autor de clássicos como “Crime e castigo” e “Os irmãos Karamázov”, é conhecido por abordar contradições humanas profundas, com uma complexidade filosófica e psicológica ímpar. Para entender como suas obras se reinventam conforme o tempo passa, a Rádio Companhia recebe Cecília Rosas, tradutora do russo, professora e pesquisadora, e Raquel Toledo, gerente editorial da Cosac, mestre em literatura russa, editora e crítica literária. A apresentação é de Stéphanie Roque. Confira os livros mencionados neste episódio: A dócil – Fiódor Dostoiévski A queda do céu – Bruce Albert e Davi Kopenawa A sociedade da neve – Pablo Vierci Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski Dostoiévski escrevia mal? – Fátima Bianchi Ferida – Oksana Vassiákina Mandíbula – Mónica Ojeda Memórias de subsolo – Fiódor Dostoiévski No mar – Toine Heijmans Noites brancas – Fiódor Dostoiévski O adversário – Emmanuel Carrère O crocodilo – Fiódor Dostoiévski O diabo – Marina Tsvetáieva O duplo – Fiódor Dostoiévski O idiota – Fiódor Dostoiévski O sonho de um homem ridículo – Fiódor Dostoiévski Os demônios – Fiódor Dostoiévski Os irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski Voladoras – Mónica Ojeda Xamãs elétricos na festa do sol – Mónica Ojeda

Na companhia de Fabiane Secches 01 Apr 2026

“Ilhas suspensas” é o romance de estreia da tradutora, pesquisadora e escritora Fabiane Secches. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela, que conta sobre esse lançamento da Companhia das Letras – um livro sobre lutos e recomeços, que mistura ensaio e ficção. Fabiane também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os motivos que a levaram a escrever “Ilhas suspensas”. E, por fim, ela participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias. Confira os livros e obras mencionados neste episódio: A corneta – Leonora Carrington A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr Annie Ernaux (obra) Ilhas suspensas – Fabiane Secches Madame Bovary – Gustave Flaubert Monstros – Claire Dederer O livro das semelhanças – Ana Martins Marques

Oito décadas de Patti Smith – e contando 25 Mar 2026

Ao longo de uma década, Patti Smith dedicou-se a escrever sobre as oito que já viveu. Em “Pão dos Anjos”, lançado em março pela Companhia das Letras, a escritora, compositora e cantora fala sobre sua infância humilde, saúde frágil e natureza imaginativa. Ela também conta dos seus primeiros contatos com a arte e da trajetória que a levou à consagração artística. No livro mais pessoal que já escreveu, Patti Smith descreve momentos de vulnerabilidade, relata os anos que passou longe dos holofotes com a família e fala sobre o luto que sucedeu diversas perdas, como a do marido, Fred “Sonic” Smith. Nesta homenagem à artista, a Rádio Companhia recebe a escritora Aline Bei e o jornalista, músico, editor e escritor Cadão Volpato. A apresentação é de Stéphanie Roque. Confira os livros mencionados neste episódio: As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg À sombra dos viadutos em flor – Cadão Volpato As vozes da noite – Natalia Ginzburg Caro Michele – Natalia Ginzburg Devoção – Patti Smith Enterrem seus mortos – Ana Paula Maia Lázár – Nelio Biedermann Linha M – Patti Smith Manoel de Barros (obra) Notícias do trânsito – Cadão Volpato O peso do pássaro morto – Aline Bei Pão dos anjos – Patti Smith Pequena coreografia do adeus – Aline Bei Só garotos – Patti Smith Space invaders – Nona Fernández Sustentar a nota – David Remnick Uma delicada coleção de ausências – Aline Bei

Na companhia de Diogo Bercito 18 Mar 2026

“A solidão das aranhas” é o primeiro livro escrito pelo jornalista e escritor Diogo Bercito lançado pela Companhia das Letras. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre esse romance sensível e sutil sobre perdas. Bercito também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os porquês que o levam a escrever. E, por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias. Confira os livros e obras mencionados neste episódio: A solidão das aranhas – Diogo Bercito Chiquinha Gonzaga: Uma história de vida – Edinha Diniz À procura do tempo perdido – Marcel Proust Me chame pelo seu nome – André Aciman O problema dos três corpos – Cixin Liu O Senhor dos Anéis (trilogia) – J. R. R. Tolkien

O corpo da mulher e o poder de retomar a narrativa 11 Mar 2026

Na França, Gisèle Pelicot mostrou que “a vergonha precisa mudar de lado” ao escrever a autobiografia “Um Hino à Vida”, na qual narra a descoberta dos abusos sistemáticos aos quais foi submetida pelo marido e mais de 50 outros homens durante uma década. Já os Estados Unidos é o cenário de “Garota de Ninguém”, a autobiografia de Virginia Roberts Giuffre – uma das principais mulheres a denunciar o esquema de abuso sexual infantil e tráfico humano operado pelo financista americano Jeffrey Epstein. Na Noruega, o romance “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreeas, é narrado por uma mulher que resolve contar do relacionamento conturbado que viveu com seu professor aos 17 anos. Os três lançamentos da Companhia das Letras têm o corpo feminino como centro: um corpo que é violado e objetificado, mas do qual as mulheres se reapropriam ao contar suas histórias e nomear seus algozes. O episódio discute o tema e faz pontes com a realidade brasileira com a jornalista Cristina Fibe e a socióloga Flavia Rios. A apresentação é de Stéphanie Roque. Confira os livros e obras mencionados neste episódio: As estruturas elementares da violência - Rita Segato Estela sem Deus - Jeferson Tenório Eu nunca mais vou te chamar de pai - Caroline Darian Garota de ninguém - Virginia Roberts Giuffre João de Deus: O abuso da fé - Cristina Fibe Mata doce - Luciany Aparecida Missoula - Jon Krakauer Nada nasce ao luar - Torborg Nedreaas Pela bandeira do paraíso - Jon Krakauer Por um feminismo afro-latino americano - Lélia González (org. Flávia Rios e Márcia Lima) Triste tigre - Neige Sinno Trilogia de Copenhagen - Tove Ditlevsen Um hino à vida - Gisèle Pelicot

[EXTRA EM VÍDEO] Mano a Mano, o livro: uma conversa com Mano Brown e Semayat Oliveira 22 Dec 2025

“Mano a Mano” se tornou um marco na cena cultural brasileira. Conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira, o podcast original do Spotify se consolidou como uma referência, levando ao ar entrevistas antológicas com grandes nomes do pensamento social, da política, da comunicação, das artes, da música e do esporte, como Marina Silva, Sueli Carneiro, Glória Maria, Conceição Evaristo, Emicida e Ronaldo Fenômeno. Agora, a Companhia das Letras eterniza essas conversas com a publicação de um livro que reúne vinte entrevistas e trechos selecionados de todas as personalidades que passaram pelas quatro primeiras temporadas do programa. Para celebrar o lançamento do livro “Mano a Mano”, disponibilizamos, em vídeo, o bate-papo entre os apresentadores Mano Brown e Semayat Oliveira sobre os caminhos, histórias e bastidores ao redor do podcast e da publicação. O evento aconteceu no dia 13 de novembro de 2025, com mediação de Fernando Baldraia, editor da Companhia das Letras, no Sesc 14 Bis, em São Paulo. Acompanhe no vídeo! “Mano a Mano” já está disponível em edição física limitada e e-book. Garanta o seu exemplar: https://www.amazon.com.br/Mano-Edi%C3%A7%C3%A3o-exclusiva-Brown/dp/8535942351/?&tag=companhiadasl-20 Captação e edição: Diogo de Nazaré

As narradoras #7 – Águas profundas: Montserrat Roig e Tove Ditlevsen 17 Dec 2025

No sétimo e último episódio de “As narradoras”, te convidamos a conhecer as obras de Tove Ditlevsen e Montserrat Roig. Duas autoras intensas e densas, que deixaram marcas na literatura com a força do relato dos seus livros e transformaram suas próprias experiências e contextos históricos em narrativa. A dinamarquesa Tove se tornou conhecida mundialmente pela “Trilogia de Copenhagen”, em que narra sua infância, juventude e o período marcado pela dependência química. Já Montserrat, escritora catalã, publicou romances e reportagens que registram a vida política e social da Catalunha do século XX. Entre eles, “O tempo das cerejas”, lançado no Brasil em 2025. Com participações da escritora Simone AZ e da psicanalista e autora Vera Iaconelli. Obras citadas no episódio: Trilogia de Copenhagen, de Tove Ditlevsen (trad. por Heloisa Jahn e Kristin Lie Garrubo) O tempo das cerejas, de Montserrat Roig (trad. por be rgb e Meritxell Hernando Marsal) Dakota Blues, de Simone AZ Análise, de Vera Iaconelli Um quarto todo seu, de Virginia Woolf Este episódio teve apoio do Institut Ramon Llull, instituição pública responsável por promover a língua e cultura catalã internacionalmente.

As narradoras #6 – Agentes duplas: Natalia Ginzburg e Toni Morrison 10 Dec 2025

Editar um livro é um privilégio para quem ama literatura, mas também uma grande responsabilidade. Um trabalho que é capaz de transformar a cena literária de uma época. No sexto episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque conta a história de duas mulheres que viveram uma vida dupla: Natalia Ginzburg e Toni Morrison. Ambas escreveram obras fundamentais e, ao mesmo tempo, trabalharam nos bastidores para que outras vozes chegassem aos leitores. Ginzburg, autora de “Léxico familiar” e “As pequenas virtudes”, foi peça-chave da editora Einaudi no pós-guerra italiano. Já Morrison, Nobel de Literatura, editou livros por mais de quinze anos na Random House, abrindo espaço para autores negros e mudando para sempre o mercado editorial norte-americano. Com participação de Alice Sant’Anna, editora e poeta, e Luciany Aparecida, escritora, pesquisadora e professora. Obras citadas no episódio: As pequenas virtudes, de Natalia Ginzburg (trad. Maurício Santana Dias) Caro Michele, de Natalia Ginzburg (trad. Homero Freitas de Andrade ) Léxico familiar, de Natalia Ginzburg (trad. Homero Freitas de Andrade ) O caminho da cidade, de Natalia Ginzburg (trad. Anna Alba Caruso) Amada, de Toni Morrison (trad. José Rubens Siqueira) O olho mais azul, de Toni Morrison (trad. Manoel Paulo Ferreira) A fonte da autoestima, de Toni Morrison (trad. Odorico Leal) Corregidora, de Gayl Jones (trad. Nina Rizzi) Mata doce, de Luciany Aparecida Contemporary African Literature, organizado por Toni Morrison The Black Book, organizado por Toni Morrison Toni at Random, de Dana Williams

As narradoras #5 – Eu preciso destas palavras: Carolina Maria de Jesus e Maura Lopes Cançado 03 Dec 2025

E quando quem escreve o diário nem sempre pôde escrever? No quinto episódio de “As narradoras”, abrimos os cadernos de duas autoras brasileiras fundamentais: Carolina Maria de Jesus e Maura Lopes Cançado. Em seus diários, páginas escritas em segredo, Carolina conta a vida na favela do Canindé, enquanto Maura registra a experiência da loucura e das internações psiquiátricas. Com participações de Fernanda Silva e Souza, editora na Companhia das Letras, da escritora Eliana Alves Cruz e da escritora e psiquiatra Natalia Timerman. Obras citadas no episódio: Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus Casa de alvenaria, de Carolina Maria de Jesus Hospício é Deus, de Maura Lopes Cançado O sofredor do ver, de Maura Lopes Cançado As pequenas chances, de Natalia Timerman Copo vazio, de Natalia Timerman

As narradoras #4 - Laços de família: Yuko Tsushima e Doris Lessing 26 Nov 2025

No quarto episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque apresenta duas autoras que fogem do óbvio ao escrever sobre família: a japonesa Yuko Tsushima e a inglesa Doris Lessing. As duas exploram o que muitas vezes permanece invisível: a experiência de ser mãe e o que acontece dentro das casas, na intimidade das famílias. Ambas construíram retratos de mulheres que enfrentam a culpa, o desejo e a busca por autonomia. Escritoras ousadas na literatura e na vida, que registraram formas singulares de maternidade. Com participações de Rita Kohl, tradutora de “Território da Luz”, e da escritora Aline Bei. Obras citadas no episódio: Território da luz, de Yuko Tsushima (trad. Rita Khol) As avós, de Doris Lessing (trad. Beth Vieira) Um casamento sem amor, de Doris Lessing (trad. Tati de Moraes) O caderno dourado, de Doris Lessing O quinto filho, de Doris Lessing Quarto 19, de Doris Lessing Em louvor da sombra, de Junichiro Tanizaki (trad. Leiko Gotoda) As abandonadoras, de Begoña Gómez Urzaiz (trad. Eliana Aguiar) Uma delicada coleção de ausências, de Aline Bei

As narradoras #3 - As fabulosas vidas comuns: Alba de Céspedes e Gwendolyn Brooks 19 Nov 2025

Nesse episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque apresenta a obra da norte-americana Gwendolyn Brooks e da ítalo-cubana Alba de Céspedes, duas observadoras do cotidiano. Ambas partem de pequenos gestos e cenas domésticas para revelar conflitos íntimos e tensões sociais. De Bronzeville, em Chicago, à Roma do pós-guerra, suas personagens são mulheres que enfrentam descobertas, rotinas e contradições. Com a participação da escritora Marcela Dantés, que comenta as obras de Alba e Gwendolyn e reflete sobre a relação entre vida, cotidiano e criação. Obras citadas no episódio: Vento vazio, de Marcela Dantés Caderno proibido, de Alba de Céspedes (trad. de Joana Angélica D´Ávila Melo) Na voz dela, de Alba de Céspedes (trad. de Joana Angélica D´Ávila Melo) Maud Martha, de Gwendolyn Brooks (trad. de floresta) Annie Allen, de Gwendolyn Brooks Report from part one, de Gwendolyn Brooks

As narradoras #2 - Estranhas familiares: Leonora Carrington e Silvina Ocampo 12 Nov 2025

Leonora Carrington e Silvina Ocampo cruzaram o real com o impossível. As duas criaram narrativas em que o ordinário se mistura ao fantástico. Suas obras abordam temas como desejo, morte, infância, sonho, loucura e liberdade, sempre cheias de muita imaginação. No segundo episódio de “As narradoras”, conhecemos as trajetórias dessas duas autoras do século XX, pioneiras e vanguardistas. Ouvimos ainda as escritoras contemporâneas Micheliny Verunschk e Socorro Acioli, que comentam as histórias de Leonora e Silvina e refletem sobre o realismo fantástico na literatura. Obras citadas no episódio: O som do rugido da onça, de Micheliny Verunschk A fúria, de Silvina Ocampo (tradução de Livia Deorsola) Caminhando com os mortos, de Micheliny Verunschk A corneta, de Leonora Carrington (tradução de Fabiane Secches) A cabeça do santo, de Socorro Acioli Oração para desaparecer, de Socorro Acioli Cupom de desconto: Até o dia 17 de dezembro, o cupom RADIO10 dá desconto de 10% pros livros das catorze narradoras que são o tema desta série, na Amazon. É só usar o cupom RADIO10 na hora de comprar na Amazon.

As narradoras #1 - As irmãs sisters: Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles 12 Nov 2025

Por mais de 50 anos, Lygia Fagundes Telles e Hilda Hilst foram amigas inseparáveis. Eram as “irmãs sisters”, como gostavam de se chamar. Fizeram o que duas amigas fazem normalmente: compartilharam o cotidiano dos dias, riram e sofreram juntas, fofocaram um pouco e se incentivaram. No primeiro episódio de “As narradoras”, contamos sobre uma das amizades mais férteis da literatura brasileira. A editora Stéphanie Roque narra o encontro entre essas duas autoras, suas trajetórias, afinidades e diferenças, e o modo como transformaram a vida uma da outra. Com depoimentos de Bruna Khalil Othero, Raquel Cozer e Lúcia Telles. Obras citadas no episódio: Tu não te moves de ti, de Hilda Hilst Cantares de perda e predileção, de Hilda Hilst O presidente pornô, de Bruna Kalil Othero Presságio - poemas primeiros, de Hilda Hilst As meninas, de Lygia Fagundes Telles Durante aquele estranho chá, de Lygia Fagundes Telles Conspiração de nuvens, de Lygia Fagundes Telles Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles Antes do baile verde, de Lygia Fagundes Telles Seminário dos ratos, de Lygia Fagundes Telles Disciplina do amor, de Lygia Fagundes Telles A obscena Senhora D, de Hilda Hilst Odes mínimas da morte, de Hilda Hilst Júbilo, memória, noviciado da paixão, de Hilda Hilst O caderno rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst As horas nuas, de Lygia Fagundes Telles Cupom de desconto: Até o dia 17 de dezembro, o cupom RADIO10 dá desconto de 10% pros livros das catorze narradoras que são o tema desta série, na Amazon. É só usar o cupom RADIO10 na hora de comprar na Amazon.

[TRAILER] Ouça as narradoras 10 Nov 2025

Vem aí “As narradoras”, série especial da Rádio Companhia que apresenta a vida e a obra de 14 escritoras que marcaram a literatura do século XX. São sete episódios narrativos, sempre com uma dupla de autoras — e comentários de escritoras contemporâneas. Estreia em 12 de novembro, com novos episódios às quartas-feiras.

Milton Hatoum e Carola Saavedra: literatura no fim (e no começo) do mundo 29 Oct 2025

No episódio que encerra esta temporada, a Rádio Companhia convida dois grandes escritores contemporâneos para pensar o papel da literatura num mundo em colapso — e em constante recomeço. Milton Hatoum, recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras, e Carola Saavedra, autora de O manto da noite, falam com Stephanie Roque sobre o poder transformador das histórias, o lugar da literatura diante das crises políticas e ambientais, e o que ainda pode nascer da palavra escrita. Uma conversa sobre fim, esperança e reinvenção. Obras citadas no episódio: - Nós, os do Makulusu, de José Luandino Vieira - Poesia Completa, de Murilo Mendes - Vítimas Perfeitas e a política do apelo, de Mohammed El-Kurd - Makunaimã – O mito através do tempo, de Taurepang, Macuxi, Wapichana, Marcelo Ariel, Mário de Andrade, Deborah Goldemberg, Theodor Koch-Grünberg, Iara Rennó - A insubmissa, de Cristina Peri Rossi - Eisejuaz , de Sarah Gallardo

Quem é László Krasznahorkai, prêmio Nobel de literatura de 2025 15 Oct 2025

O escritor húngaro László Krasznahorkai acaba de receber o Nobel de Literatura de 2025 — e a Rádio Companhia mergulha em sua obra visionária e desafiadora. Autor de "Sátántangó" e de "O retorno do Barão Wenckheim" (a ser publicado em breve pela Companhia das Letras), Krasznahorkai é conhecido como o “mestre do apocalipse” — ou, como define o tradutor Paulo Schiller, o Guimarães Rosa húngaro. Neste episódio, a apresentadora Stephanie Roque conversa com Schiller, responsável por verter "Satantango" ao português, e com Zsuzsanna Spiry, que trabalha na tradução do novo romance do autor. Juntos, eles ajudam a decifrar o universo hipnótico e profundamente humano de Krasznahorkai, escritor que, entre o desespero e a beleza, reafirma o poder da arte. Obras citadas no episódio: - Sátántangó, László Krasznahorkai - O retorno do Barão de Wenckheim, László Krasznahorkai - The Secret of Life, Kundalini - A Bíblia, Péter Nádas - Solenoide, Mircea Cărtărescu - A invenção da histeria, Georges Didi-Huberman - O crematório frio, József Debreczeni - Artigo: "Reflexões sobre o bilinguismo", Paulo Schiller

Que mistério tem Raduan Nassar? 01 Oct 2025

Cinquenta anos depois de publicado, “Lavoura arcaica” continua um livro vivo, que provoca, desconcerta e emociona. Neste episódio especial da Rádio Companhia, celebramos a obra mínima e monumental de Raduan Nassar — autor que, com menos de 300 páginas publicadas, se tornou indispensável (e, depois, escolheu o silêncio e trocou a literatura pela agricultura). Para homenagear Raduan, que completa 90 anos em 2025, reunimos um time especial de convidados: os escritores Milton Hatoum e Andréa del Fuego, o cineasta Luiz Fernando Carvalho, que assinou a adaptação do livro para o cinema, e os críticos e professores Davi Arrigucci Jr. e Samuel Titan Jr.

Humanos, ainda: Caetano Galindo e Sérgio Rodrigues falam de línguas, literatura e robôs 17 Sep 2025

Neste momento em que se fala tanto de inteligência artificial e do “fim” da escrita humana, dois escritores que vivem da linguagem pensam justamente o contrário. Sérgio Rodrigues, autor de "Escrever é humano", e Caetano Galindo, autor de "Na ponta da língua", defendem a riqueza da literatura feita por gente — cheia de humor, erros, ambiguidades e experiências vividas. Uma conversa sobre o futuro, mas também sobre o que nenhuma tecnologia substitui – o prazer das palavras de carne e osso. Aqui os livros citados neste episódio: Últimos contos - Anton Tchekhov Batida só - Giovana Madalosso Lia - Caetano Gallindo The mirror of my heart: A Thousand Years of Persian Poetry by Women - Traduzido por Dick Davis O Assassinato no expresso oriente - Agatha Christie Nexus - Yuval Noah Harari A Tabela Periódica - Primo Levi Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? - Philip K. Dick Máquinas como eu: E gente como vocês - Ian McEwan

Ailton Krenak e Verenilde Pereira: histórias ancestrais para futuros possíveis 03 Sep 2025

Mais de 25 anos após sua publicação independente, o romance "Um rio sem fim", de Verenilde Pereira, ganha nova edição pela Companhia das Letras. Para falar sobre esse livro, que recria o encontro violento entre missionários católicos e povos indígenas na Amazônia, a apresentadora Stephanie Roque recebe a autora e o escritor Ailton Krenak — amigo de longa data de Verê e uma das vozes centrais da literatura brasileira. A conversa aborda oralidade, ancestralidade, espiritualidade, apagamentos históricos e também o próprio percurso de Krenak como escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras. Uma reflexão sobre o poder da literatura como memória e resistência.

Subir a montanha: por que ler Thomas Mann hoje 20 Aug 2025

Em 2025, lembramos os 150 anos de nascimento e os 70 anos da morte de Thomas Mann — um dos maiores nomes da literatura do século XX. Encarar a obra dessa autor ainda é um desafio para muitos leitores. Mas precisa ser? Neste episódio da Rádio Companhia, o professor Marcus Vinicius Mazzari e a jornalista Gabriela Mayer ajudam a descomplicar o autor de "A Montanha Mágica", falam de sua vida cheia de exílios e contradições, e discutem como seus livros seguem atuais – seja pelo estilo e forma de seus romances, seja pelos temas que tocam, como o autoritarismo. Obras mencionadas no episódio A Montanha Mágica — Thomas Mann Doutor Fausto — Thomas Mann Morte em Veneza — Thomas Mann José e Seus Irmãos — Thomas Mann Setembro Negro — Sandro Veronesi Solenoide — Mircea Cărtărescu Tese sobre uma Domesticação — Camila Sosa Villada Pensar com as Mãos — Marília Garcia Cabeça Boa — Lilian Sais Na Ponta da Língua — Caetano Galindo Latim em Pó — Caetano Galindo Thomas Mann: Ein Leben — Tilmann Lahme Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister — Goethe O Tambor de Lata — Günter Grass Lotte em Weimar — Thomas Mann Os Buddenbrooks — Thomas Mann Grande Sertão: Veredas — João Guimarães Rosa Dois Irmãos — Milton Hatoum Cem Anos de Solidão — Gabriel García Márquez Mário e o Mágico — Thomas Mann As Cabeças Trocadas — Thomas Mann Mefisto — Klaus Mann O Mágico — Colm Tóibín 1984 — George Orwell Memórias do Subsolo — Fiódor Dostoiévski Persuasão — Jane Austen Emma — Jane Austen Jane Eyre — Charlotte Brontë

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